terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Tempos de FB

Tenho refletido sobre os tempos que temos vivido.
Vi umas coisas legais na internet, parei e pensei: preciso postar no facebook!
Logo em seguida, meus novos milhares de pensamentos me trouxeram da memória (distante) lembranças da minha adolescência, quando nem celular havia e para falar com minha mãe, tinha que ligar de um orelhão, vermelho, que usava ficha...
Ok, atualizemos!
Por que o pensamento? Tenho observado "a galera"...
E cheguei a conclusão que eles tem quase Tudo à mão, mas talvez não saibam o que fazer com Tudo...
Aí, minha mente inquieta entrou em ebulição e vieram "mil e duzentas" perguntas nos meus pensamentos...
O que vc faria se estivesse na praia, um sol brilhando, num dia daqueles de cartão postal? Quais apetrechos vc levaria para a areia? Batom, lápis de olho (tudo à prova d'água) ou um simples protetor solar? Celular ou óculos de sol, ou os dois, combinando, claro? Água, bem fresquinha, ou um garrafa de 600ml de Coca (mas bem gelada com um pouco de uma bebida forte qualquer que é pra ficar legal)?
Vou denunciar minha idade: escolho proteger a pele, os olhos e o corpo.
E nas noite quentes, e muitas vezes chuvosas, na falta de algo mais interessante vou assistir um bom filme... O que não dá é para ser escravo do notebook e do celular que estão pegando o sinal do wireless de um local qualquer.
Depois daquela busca desenfreada para conseguir a senha, aí começam as relações, mas são relações estranhas. A gelera se agrupa com um monte de bichinhos carentes, querendo se conhecer, mas ninguém fala quase nada com ninguém. Somente um monte de códigos de linguagem desconectados, mas todos fazem parte do mesmo mundo digitalizado dos aparelhos eletrônicos e da internet, com um uso subaproveitado. E se vc tem um desses aparelhos vc está no grupo. Mas e o resto (que talvez seja o todo)?
Conversar, beijar, caminhar de maõzinhas dadas na praia à luz do luar... etc, etc e tal, acabou tudo?
Ai que ruim!
E vc acha qu eu sou avessa às tecnologia. Enganou-se! Não só gosto como dou aula, mas continuo sendo gente, e gente que gosta de gente.
Não tem cutucada que substitua uma cócega, não tem Curtir que substitua uma piscadinha maliciosa, não tem Mural que substitua um bom papo.
Gente, quem manda nas minhas relações sou eu não a máquina... essa aí tem que trabalhar para mim e em meu favor.

Beijos, beijos muito apertados, galera, e até a próxima (quem sabe ao vivo e em cores).

P.S. Há muito tempo um amigo (de verdade e virtual) me mostrou isso http://bit.ly/2Ta6wM , aproveito para compartilhar.

4 comentários:

Giulia Smania disse...

Clauuu!
ai concordo com vc...quer coisa melhor do que viajar e nem ver a cor de um computador...ou se dar o prazer de deixar o celular em casa? é bom demais.
beijoooos e estou com saudade!!!

Ju Simões disse...

Claudinhaa..adorei seu post!!!! Apesar de fazer parte desse mundo, também prefiro a "realidade"...bjosss Juliana Simões

Blog de A Linda disse...

Estou acompanhando e gostando dos comentários... Sinal que ainda existe vida real dentro das gerações quase virtuais.

Tony Ferrari Lopes disse...

Belo ensaio para variar...é definitivamente um mundo cibernético onde as cores se destinguem em paletas, o status por sistemas operacionais ou plataformas e para nossa felicidade ainda inodoro e insípido...rsss
Mas extremamente necessário para nós comunicadores que temos sim a obrigação de continuarmos explicando as necessidades sobre o "FILTRO SOLAR" pra essa nova geração. PARABÈNS!